Este artigo foi traduzido do original em inglês publicado em 2022-08-23. Tem fins educativos e não substitui a orientação médica.

É importante obter a quantidade certa de nutrientes essenciais durante a gravidez para apoiar o desenvolvimento do bebé. Um nutriente importante que as mães devem consumir é o DHA, um tipo de ácido gordo ómega-3.

Este ácido gordo essencial tem um papel fundamental no desenvolvimento do cérebro e dos olhos do feto e pode até prevenir o parto prematuro. Recomenda-se consumir pelo menos 200 mg de DHA por dia durante a gravidez. Embora esteja presente em muitos alimentos de origem marinha, muitas mulheres continuam a não obter uma quantidade adequada de DHA durante a gravidez, pelo que os suplementos de DHA são frequentemente muito recomendados. 

O que são os ómega-3?

Os ómega-3 são chamados ácidos gordos essenciais (EFA) e são necessários à sobrevivência, mas não são sintetizados pelo corpo humano.

 Existem três tipos principais de ácidos gordos ómega-3: 

  1. Ácido alfa-linolénico (ALA)
  2. Ácido docosa-hexaenoico (DHA)
  3. Ácido eicosapentaenoico (EPA).
3 tipos de ácidos ómega benéficos para a gravidez

O ALA encontra-se sobretudo em óleos vegetais, frutos de casca rija e sementes, como os óleos de linhaça e canola, as sementes de chia e as nozes. O fígado consegue converter ALA em DHA e EPA, mas a taxa de conversão é mínima: menos de 15%, para ser exato. Por isso, aumentar os níveis de DHA e EPA através do consumo de alimentos e/ou suplementos alimentares ricos em ómega-3 é importante. 

O DHA e o EPA encontram-se no peixe e no marisco, sobretudo em peixes gordos de águas frias, como salmão, arenque, sardinhas, atum, cavala e truta. Os suplementos alimentares de ómega-3 incluem óleo de peixe, óleo de krill, óleo de fígado de bacalhau e óleo de algas, uma fonte vegetariana obtida a partir de algas. As doses de DHA e EPA podem variar bastante. 

O que são o DHA e o EPA?

DHA

O DHA é um ácido gordo essencial encontrado principalmente em peixes gordos de águas frias. Está naturalmente presente no leite materno e também é incorporado em algumas fórmulas infantis. É um ácido gordo estrutural essencial nas membranas celulares do sistema nervoso central e da retina, no olho. Tem efeitos significativos nas funções cognitivas e visuais no início da vida e está associado a outros benefícios neurológicos nos anos seguintes. 

Este nutriente encontra-se na substância cinzenta do cérebro, que permite controlar o movimento, a memória e as emoções. Também participa no desenvolvimento dos bastonetes e dos cones dos olhos, importantes para a perceção da luz e das cores. 

Estudos demonstraram que os bebés de mães que tomaram suplementos de DHA durante a gravidez e a amamentação apresentaram melhorias no processamento mental, no desenvolvimento da coordenação entre as mãos e os olhos e na perceção de profundidade. 

Além disso, o consumo de DHA nos primeiros anos de vida tem sido associado à prevenção ou melhoria da perturbação de hiperatividade e défice de atenção (ADHD). O consumo de DHA também tem efeitos benéficos em doenças neurodegenerativas, como as doenças de Alzheimer e de Parkinson.

EPA

EPA é outro ácido gordo essencial encontrado em peixes gordos de águas frias que proporciona vários benefícios. O EPA dá origem a moléculas de sinalização chamadas eicosanoides e resolvinas, que têm efeitos anti-inflamatórios. A inflamação crónica está associada a várias doenças comuns, como artrite e hepatite, e pensa-se que os efeitos anti-inflamatórios do EPA a podem melhorar. Além disso, o EPA reduz os níveis de triglicéridos no sangue, o que, por sua vez, pode reduzir o risco de doença cardiovascular e acidente vascular cerebral. 

Um estudo mostrou que pessoas que tinham tido um acidente vascular cerebral e tomaram EPA apresentaram menos recorrências. Também foi demonstrado que o EPA pode reduzir a taxa de mortalidade em pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral. Ao contrário do DHA, que tem benefícios em doenças neurodegenerativas, o EPA pode ter benefícios em doenças mentais, como depressão e ansiedade.

Porque é o DHA importante para o desenvolvimento fetal?

Desenvolvimento do cérebro e dos olhos

O cérebro humano é composto por quase 60% de gordura, por isso é importante consumir EFA durante a gravidez, sobretudo DHA, para o desenvolvimento do cérebro fetal e da retina. Como os EFA não podem ser sintetizados pelo corpo humano, os níveis de DHA no feto dependem do consumo materno. 

O Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC) investigou os filhos de mais de 11,000 mulheres que consumiam diferentes quantidades de DHA às 32 semanas de gravidez e concluiu que os filhos das mães que consumiam mais DHA tinham menor risco de défices no comportamento e desenvolvimento social, na motricidade fina e na comunicação.

Prevenção do parto prematuro

Outro motivo pelo qual é importante consumir DHA durante a gravidez é a redução do risco de parto prematuro. Os nascimentos prematuros são a principal causa de mortalidade dos recém-nascidos. 

Uma análise da correlação entre DHA e parto prematuro, financiada pelo National Institute of Child Health and Human Development (NICHD) e pelo Nationwide Children’s Hospital, concluiu que níveis mais elevados de DHA afetam duas proteínas específicas. Quantidades mais elevadas destas proteínas estão associadas a melhores resultados da gravidez e a um melhor desenvolvimento fetal. 

O DHA tem um papel essencial antes e durante a gravidez. Tem dúvidas sobre que produto comprar? Conheça o nosso Premom Prenatal DHA Fish Oil, que contém muitos nutrientes essenciais para a gravidez, incluindo vitamina D. Além de manter uma alimentação equilibrada na gravidez, consulte o médico para obter orientação sobre se a suplementação de DHA é adequada para si.

References